Recursos apoiam estudos, projetos de engenharia, infraestrutura, equipamentos turísticos e iniciativas que ajudam a preparar Foz do Iguaçu para novos investimentos e para uma experiência turística cada vez mais qualificada
O desenvolvimento de um destino turístico não depende apenas da capacidade de atrair visitantes. Para crescer de forma sustentável e competitiva, é necessário também criar condições para receber esse fluxo, melhorar a mobilidade, ampliar a conectividade, qualificar os equipamentos turísticos, preservar os recursos naturais, fortalecer a segurança e preparar a cidade para novos investimentos.
É nessa frente que o Fundo Iguaçu desenvolve uma de suas linhas estratégicas de atuação: o apoio a projetos de infraestrutura, produtos e equipamentos turísticos, além de estudos e instrumentos técnicos necessários à estruturação do destino.
Segundo dados institucionais consolidados até agosto de 2026, o Fundo já investiu mais de R$ 15,9 milhões na linha de projetos de infraestrutura, produtos e equipamentos turísticos. No conjunto de sua atuação, são mais de 320 projetos e iniciativas apoiados e mais de R$ 55,5 milhões investidos em projetos e ações para o desenvolvimento do turismo.
Mais do que representar um volume expressivo de recursos, esses investimentos demonstram uma estratégia de longo prazo: atuar também nas etapas de planejamento, estudos, projetos técnicos e estruturação necessárias para que iniciativas de maior dimensão possam avançar.
Um investimento que prepara novos investimentos
Uma das características da atuação do Fundo Iguaçu é que o recurso destinado a um projeto estruturante nem sempre corresponde ao investimento necessário para executar uma obra ou implantar definitivamente um equipamento turístico.
Em diversos casos, o Fundo atua em uma etapa anterior, apoiando estudos de viabilidade, projetos de engenharia, planos de manejo, licenciamentos, diagnósticos e outros instrumentos técnicos.
Essas etapas são importantes porque reduzem incertezas, estabelecem soluções técnicas, permitem orçar intervenções e criam condições para que União, Estado, Município, Itaipu Binacional, concessionárias ou iniciativa privada possam posteriormente tomar suas próprias decisões de investimento.
Por isso, o papel do Fundo deve ser compreendido dentro de uma cadeia mais ampla de estruturação. O apoio inicial não significa que todo investimento realizado posteriormente seja resultado exclusivo da instituição, mas pode representar uma etapa necessária para que projetos avancem.
Aeroporto
Entre as diferentes frentes apoiadas ao longo da história está a infraestrutura relacionada ao Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, um dos principais equipamentos para a conectividade turística do destino.
Entre 2012 e 2020, a base histórica do Fundo registra aproximadamente R$ 4,25 milhões aplicados em diferentes estudos, projetos e intervenções relacionados ao aeroporto. São iniciativas distintas, que incluíram planejamento, engenharia e arquitetura, estudos ambientais, projetos complementares, adequações e melhorias de infraestrutura.
Essa trajetória ocorreu paralelamente a uma transformação mais ampla do aeroporto. Em 2021 foi concluída a ampliação em 600 metros da pista de pousos e decolagens. Posteriormente, o terminal passou por novo ciclo de modernização e ampliação conduzido pela concessionária. Em 2025, foram entregues R$ 396 milhões em investimentos, incluindo ampliação do terminal de passageiros, novos pátios para aeronaves, terminal de cargas e novas estruturas de embarque e check-in. (Governo do Paraná)
Os investimentos posteriores não correspondem a recursos do Fundo Iguaçu e tampouco devem ser atribuídos exclusivamente aos projetos por ele apoiados. O histórico, entretanto, demonstra como planejamento, projetos técnicos e intervenções de diferentes agentes se acumulam ao longo do tempo na qualificação de uma infraestrutura estratégica para o turismo.
Para Foz do Iguaçu, melhorar a capacidade aeroportuária significa fortalecer a conectividade com mercados emissores, ampliar as condições para novas rotas e melhorar a experiência de chegada e partida de milhões de visitantes.
Rodovia das Cataratas
A BR-469, Rodovia das Cataratas, representa um dos exemplos mais claros da relação entre estruturação técnica, mobilidade e desenvolvimento turístico.
A base histórica do Fundo registra aproximadamente R$ 695 mil em projetos e estudos relacionados à Rodovia das Cataratas, incluindo licenciamento ambiental, estudos vinculados ao patrimônio e atualização de projetos executivos. Desse montante, cerca de R$ 561 mil correspondem especificamente às atualizações dos projetos executivos realizadas em 2020 e 2021.
Nesse caso, há uma relação documental direta entre o trabalho apoiado e a etapa seguinte. Em junho de 2021, o Governo do Paraná registrou oficialmente o recebimento da versão final do projeto executivo da duplicação, entregue pelo Fundo Iguaçu ao Estado e à Itaipu Binacional, que financiaria a obra enquanto o Governo do Estado seria responsável pela execução. (Aen Paraná)
A intervenção compreende o principal corredor entre a área urbana, o aeroporto, os atrativos da Avenida das Cataratas e o Parque Nacional do Iguaçu. Além da duplicação, o projeto contempla soluções de mobilidade, acessos, marginais, ciclovias, obras de arte especiais e outras estruturas.
Mais do que uma obra viária, a Rodovia das Cataratas interfere diretamente na jornada do visitante. Tempo de deslocamento, segurança, qualidade dos acessos, orientação, mobilidade de pedestres e integração dos equipamentos turísticos também fazem parte da experiência de um destino internacional.
Viaduto da Avenida Costa e Silva
Outro caso em que a relação entre projeto e execução posterior pode ser demonstrada documentalmente é o Viaduto da Avenida Costa e Silva, no encontro com a BR-277.
Entre 2015 e 2017, o Fundo Iguaçu investiu aproximadamente R$ 442 mil na elaboração do projeto executivo e de projetos complementares da intervenção, posteriormente doados ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná.
A obra foi executada pelo Governo do Estado. Quando o viaduto foi liberado ao tráfego, em dezembro de 2019, o DER informou investimento final de R$ 18,45 milhões. A intervenção incluiu terraplenagem, drenagem, contenção, pavimentação, paisagismo, sinalização e as estruturas do próprio viaduto. (Der Paraná)
O projeto é um exemplo concreto da função de estruturação: o Fundo financiou uma etapa técnica anterior e o poder público assumiu posteriormente a execução e o financiamento da obra.
Além de melhorar uma das principais entradas rodoviárias de Foz do Iguaçu, a intervenção contribuiu para organizar o fluxo entre a BR-277 e a malha urbana, beneficiando moradores, visitantes e toda a cadeia de mobilidade do destino.
Marco das Três Fronteiras
O Marco das Três Fronteiras mostra outra dimensão dos projetos estruturantes: a possibilidade de transformar não apenas uma infraestrutura, mas também a própria experiência turística.
Em 2014, a base histórica do Fundo registra R$ 118,8 mil investidos em iniciativas relacionadas à estruturação do projeto e ao edital de concessão do Marco das Três Fronteiras e do Espaço das Américas.
A estruturação integrou o processo que resultou na concessão do atrativo à iniciativa privada. A partir daí, o espaço passou por revitalização e incorporou infraestrutura de atendimento, gastronomia, cenografia, serviços e programação relacionados à experiência do visitante.
O resultado pode ser observado também na visitação. Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Turismo apontam evolução de 120.869 visitantes em 2016 para 500.976 em 2025, crescimento de aproximadamente 315% no período.
Mais do que ampliar a estrutura física, a revitalização ajudou a consolidar um produto turístico baseado na própria identidade da Tríplice Fronteira. A contemplação dos rios Paraná e Iguaçu e dos três países passou a ser combinada com história, cultura, gastronomia, apresentações culturais e a experiência do pôr do sol.
Estudo socioeconômico divulgado pelo Município também aponta aproximadamente R$ 483 milhões de movimentação econômica em dez anos de concessão, além de mais de R$ 5 milhões em repasses diretos à Prefeitura.
O valor de R$ 483 milhões representa movimentação econômica associada à operação do atrativo, e não investimento do Fundo Iguaçu. O caso demonstra, porém, como a estruturação de um modelo de concessão pode articular investimento privado, valorização de um ativo turístico e qualificação da experiência do visitante.
Bosque Guarani
A requalificação do Parque Natural Municipal Bosque Guarani integra outra estratégia: ampliar e diversificar as experiências disponíveis para moradores e turistas.
Entre 2024 e 2025, o Fundo Iguaçu investiu aproximadamente R$ 185 mil na elaboração dos instrumentos técnicos relacionados à requalificação do espaço, incluindo Plano de Manejo e Projeto Básico/Caderno de Encargos.
O objetivo dessa etapa não era executar imediatamente a requalificação física do parque, mas estabelecer zoneamento, normas de uso, manejo dos recursos naturais e diretrizes para um futuro modelo de gestão e operação, considerando aproveitamento ambiental, turístico, histórico, cultural e econômico. (Destino Foz)
A construção do Plano de Manejo envolveu também oficinas e participação de órgãos ambientais, de urbanismo, turismo e sociedade civil. O Município prevê para o local funções ligadas ao turismo ecológico, lazer e educação ambiental, associadas à preservação e ao resgate histórico e cultural. (Destino Foz)
A localização do Bosque também é estratégica. Situado na região central, em frente ao Terminal de Transporte Urbano e próximo de importantes corredores da cidade, o parque possui potencial para integrar a experiência urbana do visitante à biodiversidade, educação ambiental e história local. (Destino Foz)
A etapa apoiada pelo Fundo, portanto, é de estruturação. Os investimentos futuros em implantação e requalificação física dependem das decisões posteriores sobre o modelo de uso público e gestão do espaço.
Ponte da Amizade e a experiência na fronteira
A condição de Foz do Iguaçu como cidade de fronteira também exige atenção à experiência de quem chega e circula pelo território.
Ao longo dos anos, o Fundo apoiou iniciativas relacionadas à Ponte Internacional da Amizade e à estrutura de atendimento na fronteira, envolvendo projetos de revitalização, paisagismo, iluminação e apoio às condições operacionais.
Um exemplo documentado foi a implantação de um novo sistema de iluminação em LED na Ponte da Amizade. Em 2016, o DNIT registrou que as luminárias haviam sido doadas pelo Fundo Iguaçu, a partir de iniciativa do CODEFOZ e da Itaipu Binacional. Segundo o órgão federal, a nova iluminação melhorou a visibilidade para veículos, ciclistas e pedestres e favoreceu também a operação das câmeras de monitoramento. (Serviços e Informações do Brasil)
A ação ocorreu no contexto de uma revitalização mais ampla executada pelo Governo Federal, que incluiu recuperação estrutural, pavimento, pintura, gradis, cobertura das passarelas de pedestres e outras melhorias. (Serviços e Informações do Brasil)
Mais recentemente, o Fundo também apoiou melhorias no Posto da Polícia Federal localizado na Ponte da Amizade. Em 2024, por exemplo, foram instalados equipamentos de climatização para melhorar as condições operacionais e de atendimento em um dos principais pontos de entrada internacional do destino. O relatório registra melhoria no conforto e na infraestrutura destinada aos usuários do posto.
Em uma cidade de fronteira, iluminação, segurança, acessibilidade e qualidade do atendimento migratório não são apenas questões operacionais. Elas também compõem a primeira ou a última impressão de milhares de visitantes sobre o destino.
Segurança turística
A atuação estruturante do Fundo não se limita à infraestrutura física. Desde 2015, a instituição mantém uma trajetória de apoio a iniciativas relacionadas à segurança turística, envolvendo tecnologia, infraestrutura operacional, prevenção, informação ao visitante e capacitação.
Na base histórica do Fundo, os projetos diretamente identificados nessa frente representam aproximadamente R$ 875 mil em investimentos, abrangendo iniciativas relacionadas à Polícia Militar, Polícia Federal, Corpo de Bombeiros e à integração entre diferentes forças de segurança.
Entre os exemplos mais recentes está o Sistema Integrado de Comunicação das Forças de Segurança Pública, implantado em 2024. O projeto incluiu repetidoras, rádios móveis e portáteis e estrutura de radiofrequência destinada à integração entre múltiplas corporações. Os documentos de acompanhamento registram o sistema como implantado e em operação.
Também em 2024, o Projeto Conexão Digital do Corpo de Bombeiros implantou estrutura de rede e dados e integração de sistemas operacionais, ampliando a infraestrutura disponível para atuação em áreas de elevada visitação turística, eventos e situações de emergência.
A segurança também chega ao visitante por meio da informação. O Guia de Segurança em Foz do Iguaçu foi desenvolvido para sistematizar orientações e informações relacionadas à segurança turística, apoiando as instituições responsáveis pelo atendimento e ampliando a coordenação das ações. O relatório do projeto relaciona a iniciativa à organização institucional e à melhoria da capacidade de resposta em situações que envolvem turistas.
Outra iniciativa são os Simpósios de Segurança no Atendimento ao Turista. A primeira edição, realizada em 2024, promoveu capacitação e integração entre forças policiais, órgãos de turismo, gestores públicos e especialistas, com palestras, workshops e intercâmbio técnico.
Em 2025, a segunda edição ampliou a dimensão nacional e internacional do encontro, reunindo representantes de 22 estados brasileiros e 14 países, participação da Organização dos Estados Americanos e cerca de 600 convidados na abertura. A programação abordou policiamento turístico, atendimento ao visitante, turismo de fronteira, prevenção, grandes eventos, tecnologia e capacitação policial.
A evolução desses projetos evidencia uma compreensão mais ampla sobre o tema: segurança turística também faz parte da experiência turística. Para um destino internacional e de fronteira, ela envolve presença das forças públicas, integração institucional, informação, prevenção, tecnologia, hospitalidade e capacidade de resposta.
Conhecimento e inteligência para decidir melhor
Outra dimensão menos visível, mas igualmente importante, é a produção de conhecimento.
Ao longo dos anos, o Fundo apoiou estudos técnicos, iniciativas relacionadas ao CODEFOZ e diferentes ciclos de pesquisas destinadas a subsidiar decisões sobre turismo e desenvolvimento do destino.
Na base histórica, os projetos nominalmente vinculados ao CODEFOZ somam aproximadamente R$ 254 mil, considerando diferentes ciclos de apoio. As atividades incluem produção de informações, articulação institucional, acompanhamento de projetos e suporte a pautas estratégicas.
Em 2024, por exemplo, o relatório registra a realização de pesquisa técnica com diagnóstico, levantamento de dados, análises estratégicas e recomendações utilizadas como insumo para planejamento, editais e decisões institucionais.
As pesquisas de demanda turística complementam essa frente. A base do Fundo registra mais de R$ 300 mil aplicados em diferentes pesquisas e fases de levantamentos sobre o perfil dos visitantes.
Esses estudos permitem conhecer origem, permanência, gasto, motivação da viagem, meios de transporte e hospedagem, atrativos visitados e avaliação da experiência.
Na Pesquisa de Demanda Turística 2024/2025, realizada pela Secretaria Municipal de Turismo e Itaipu Parquetec com recursos do Fundo Iguaçu, foram entrevistados 1.537 visitantes. Os dados constituem insumo para promoção, infraestrutura, qualificação dos serviços e planejamento do destino.
A lógica é simples: quanto maior a qualidade da informação disponível, maior a capacidade de direcionar investimentos e políticas para problemas e oportunidades concretos.
Inovação aplicada ao turismo
A inovação também passou a integrar de forma recorrente essa estratégia.
Desde 2022, a base histórica registra R$ 395 mil destinados a diferentes edições e formatos do Hackatour Cataratas, iniciativa que conecta turismo, tecnologia, empreendedorismo e desenvolvimento de soluções para desafios do setor.
Em 2024, o Hackatour trabalhou temas relacionados a dados turísticos, promoção do destino, experiência do visitante, plataformas imersivas e personalização de viagens. A edição contabilizou 213 inscritos, participantes de 17 estados brasileiros e nove equipes formadas.
Em 2025, o Hackatour Cataratas – Modo Speed reuniu 107 inscritos, com participantes de sete estados brasileiros e do Paraguai. Os desafios envolveram coleta e análise de dados turísticos, transformação digital, sustentabilidade, integração de informações, marketing do destino, experiências digitais para turistas, monitoramento ambiental e gestão do fluxo turístico.
Outra iniciativa é o SummitTour, voltado à discussão de inovação, sustentabilidade, governança, tecnologia e transformação do turismo. Em 2025, o evento foi integrado ao Festival Iguassu Inova e aproximou poder público, iniciativa privada, academia, empreendedores e o ecossistema de inovação.
O objetivo dessas iniciativas não é apenas discutir novas tecnologias. É criar ambientes nos quais desafios concretos do turismo possam ser analisados e convertidos em soluções, aproximando quem opera o setor de quem pesquisa, empreende e desenvolve tecnologia.
Capacitação e capital humano
A qualificação profissional é uma das frentes mais antigas dessa atuação.
A base histórica registra iniciativas de capacitação desde os primeiros anos do Fundo. Considerando os projetos diretamente relacionados à formação e qualificação turística identificados no levantamento, os investimentos superam R$ 1,1 milhão.
São ações destinadas a diferentes segmentos da cadeia turística, incluindo hotelaria, gastronomia, receptivo, guias de turismo, atendimento, gestão e formação institucional.
No projeto de Capacitação e Qualificação em Turismo desenvolvido em 2023/2024, por exemplo, foram ofertados mais de dez módulos e mais de 300 horas de formação, alcançando mais de 200 profissionais, entre guias, receptivos, trabalhadores da hotelaria, estudantes e gestores.
Em 2024, o Fundo também apoiou a participação de profissionais no Congresso Brasileiro de Guias de Turismo. O relatório relaciona a iniciativa diretamente à qualificação da experiência do visitante, destacando o papel dos guias como profissionais que atuam na linha de frente do turismo.
Em 2025, novos cursos atenderam profissionais de hotéis, restaurantes, pousadas, bares e empreendimentos turísticos. A programação incluiu recepção hoteleira, atendimento em restaurantes, comunicação, gestão financeira, gastronomia e bebidas e até introdução à inteligência artificial.
Qualificar pessoas significa atuar diretamente sobre a experiência do visitante. Infraestrutura, equipamentos e promoção podem atrair turistas, mas a percepção de qualidade do destino também depende de quem recebe, orienta, atende, conduz e presta serviços ao longo de toda a viagem.
O efeito multiplicador dos projetos estruturantes
A trajetória desses projetos demonstra uma característica importante da atuação do Fundo Iguaçu: o impacto de um investimento não deve ser medido apenas pelo valor aplicado diretamente na iniciativa.
Em diferentes casos, os recursos são empregados em etapas anteriores à execução, como estudos, diagnósticos, projetos de engenharia, planos de manejo e outros instrumentos técnicos necessários para que investimentos de maior dimensão possam avançar.
A lógica pode ser representada por uma cadeia:
investimento do Fundo → estudo, projeto ou estruturação → viabilidade técnica → articulação institucional → possibilidade de novos investimentos → infraestrutura, serviço ou produto turístico → benefícios para o destino.
Essa relação, porém, precisa ser compreendida corretamente.
Um investimento posterior do Governo Federal, do Governo do Estado, do Município, da Itaipu Binacional, de uma concessionária ou da iniciativa privada não se transforma em investimento do Fundo Iguaçu. Cada agente mantém sua responsabilidade, fonte de recursos e decisão de execução.
O papel do Fundo está em contribuir, dentro de sua esfera de atuação, para que projetos relevantes estejam tecnicamente estruturados, informações estejam disponíveis e instituições consigam avançar para as etapas seguintes.
Os casos da Rodovia das Cataratas e do Viaduto da Avenida Costa e Silva demonstram de forma particularmente clara essa dinâmica, pois os projetos técnicos apoiados pelo Fundo precederam obras posteriormente financiadas e executadas por outras instituições.
Mas o efeito estruturante não se limita às grandes obras.
No Marco das Três Fronteiras, a estruturação contribuiu para um modelo de concessão que transformou a experiência oferecida ao visitante. No Bosque Guarani, o planejamento cria condições para definir o uso turístico sustentável de uma área ambiental estratégica. Na segurança, sistemas de comunicação, orientação ao visitante e capacitação fortalecem a capacidade operacional do destino. Nas pesquisas, os investimentos geram informações para melhores decisões. Na inovação, desafios do turismo são transformados em novas soluções. E, na capacitação, o investimento chega diretamente às pessoas responsáveis pela experiência turística.
Essa visão amplia o significado de infraestrutura turística.
Um destino competitivo precisa de aeroportos, rodovias, acessos, equipamentos e espaços qualificados, mas também depende de segurança, conhecimento, tecnologia, inovação, governança e profissionais preparados.
É essa combinação que permite que o crescimento do fluxo turístico seja acompanhado por mobilidade, preservação ambiental, segurança, planejamento, qualidade dos serviços e melhoria da experiência de quem visita Foz do Iguaçu.